É uma disfunção que pode aparecer sozinha ou em parceria com a bulimia (compulsão pela comida, seguida de culpa que faz a pessoa utilizar métodos de expulsão do que comeu, de seu corpo).
A rejeição à comida (anorexia, com incidência de 1%) é classificado como um transtorno alimentar e suas vítimas são quase sempre (95% dos casos) mulheres jovens, de 15 a 20 anos, excessivamente preocupadas com a aparência e mais sensíveis às influências dos padrões de beleza em vigor para firmar sua personalidade. A doença também ataca mulheres na faixa dos 30 e raramente as acima dos 40.
• Um dos primeiros sintomas são a perda da noção que a pessoa tem da sua imagem corporal, mesmo magra ela se vê gorda, acredita que precisa emagrecer ainda mais, e que o melhor jeito é parar de comer.
• Preocupação excessiva com a alimentação. A pessoa passa a maior parte do tempo pensando no medo de engordar
• Sensação intensa de culpa e uma ansiedade desproporcional por eventualmente ter saído um pouco da dieta
• As pessoas dizem que você está muito magra, suas roupas estão cada vez mais largas, mas você não se acha magra e ainda quer perder peso
• Menstruação irregular, ou não existente
Normalmente essas mulheres não acreditam que este medo de engordar possa ser sinal de alguma disfunção.
O atendimento especializado é a única saída para controlar o problema antes que o corpo exija atendimento médico por causa de uma emergência. Sem tratamentos, a anorexia nervosa:
• Desgasta emocionalmente
• Debilita os órgãos
• Provoca distúrbios associados à desnutrição
• Lesa o aparelho digestivo quando há vômitos constantes
• Provoca arritmias cardíacas
• Pode ser responsável por hemorragias digestivas
• Pode matar (taxa de mortalidade é cerca de 15%)
• Nas adolescentes, os principais sinais da anorexia são o enfraquecimento, a perda de peso visível e a ausência de menstruação.
Tratamento
Rehidratar o organismo, recomeçando a alimentação à base de soros e líquidos (o estômago reduzido por não comer há tempos não suporta alimentos sólidos)
• Introduzir gradualmente alimentos pastosos até chegar aos sólidos
• A pessoa também vai precisar reaprender a conviver com os outros durante as refeições, entrar em supermercados, fazer compras, ir à festas, participar dos almoços com a família, enfim, voltar a lidar com o lado social da comida.
• A psicoterapia é muito importante para a eficácia do tratamento. Através dela a pessoa vai alterar os hábitos adquiridos e voltar a comer.








