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A bulimia nervosa vem sendo também bastante divulgada pela mídia em geral. Em alguns países, como a França, a bulimia já foi chamada de epidemia.
Os sintomas que caracterizam a bulimia nervosa podem ser resumidos na lista abaixo. Esta lista é uma adaptação dos critérios diagnósticos para bulimia nervosa da quarta edição do manual de diagnósticos psiquiátricos da American Psychiatric Association (DSM IV?, 1994). Qualquer pessoa que, ao ler esta lista, achar que pode ter um diagnóstico da doença, deverá tê-lo confirmado por um especialista da área.
1. Episódios recorrentes de descontrole alimentar, caracterizados por:
a.comer, num curto período de tempo, uma grande ou
imensa quantidade de comida;
b. sensação de perda de controle sobre o que ou o quanto se come.
2. Comportamentos não apropriados e recorrentes, visando não ganhar
peso (vômitos auto-induzidos; uso inadequado de laxantes, diuréticos ou
outras medicações, lavagens intestinais, jejuns prolongados ou exercícios
excessivos).
3. Tanto os episódios de descontrole alimentar quanto os comportamentos descritos no item 2 ocorrem, em média, ao menos duas vezes por semana nos últimos três meses.
4. A auto-avaliação está excessivamente centrada no peso e na forma corporal.
Alguns outros aspectos relacionados à bulimia nervosa precisam ser citados: ela, assim como a anorexia nervosa*, é até nove vezes mais freqüente em mulheres do que em homens, aparece no início da idade adulta (por volta dos 25 anos); parece existir uma piora da sintomatologia no período pré-menstrual; a pessoa tem muita vergonha dos seus hábitos alimentares inadequados; as temáticas principais das conversas são peso, calorias, dietas; quadros depressivos, ansiosos, de abuso e dependência de drogas (álcool, moderadores do apetite e cocaína) estão freqüentemente associados ao transtorno alimentar; uma história de obesidade ou de repetidas dietas é sempre presente.
Assim como na anorexia nervosa*, uma outra característica é a prática de exercícios excessivos, aqui também associados a várias complicações.
A bulimia nervosa tem também importantes conseqüências clínicas como, por exemplo, alteração do funcionamento cardíaco; lesões intestinais pelo uso prolongado e inadequado do laxante; lesões renais pelo uso de diuréticos; lesões nos dentes, no estômago e no esôfago, devido aos vômitos e outras que não caberiam neste artigo.
Infelizmente, e por razões que não entendo totalmente, é muito fácil fazer vários “tratamentos” que facilitam o aparecimento da bulimia nervosa e mantêm o quadro quando já instalado. Novamente, a fácil obtenção de “dietas”, medicamentos e outros artifícios para que haja uma perda de peso desnecessária e perigosa é criminosamente fácil!
Além disso, vários profissionais não acreditam ou não conhecem o conceito de transtorno alimentar* (ele é relativamente recente) e, ao invés de ajudar, literalmente humilham os pacientes, chamando um problema sério de “frescura” ou “falta do que fazer”. Isto se deve, em parte, ao fato de que a bulimia nervosa foi descrita como um transtorno separado da anorexia nervosa, apenas em 1979. Devido a isto, vários profissionais da área de Saúde não têm um conceito bem formado sobre esta patologia.
Se você acredita que tem um problema alimentar, mesmo que diferente de bulimia nervosa (lista acima), procure vencer sua vergonha e qualquer má experiência que você tenha tido ao procurar ajuda antes. Existem vários centros especializados no tratamento de transtorno alimentar. Caso não saiba como fazer, procure o serviço de Psiquiatria do(s) hospital(is) universitário(s) de sua cidade. O importante é você não subestimar o problema e procurar ajuda adequada rapidamente.
Mais importante de tudo e repetindo o que já foi dito: não se engaje em estratégias, exageradas ou não, para perda de peso sem consultar profissionais competentes!
Referência: Terra Vida e Saúde
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Detesto a palavra regime!
Regime é, invariavelmente, algo doloroso e sacrificado, que as pessoas fazem para perder peso. E, não bastasse isso, regime é temporário. Em outras palavras: faz-se por algum tempo, perde-se peso e, após, abandona-se. Resultado: volta-se ao peso antigo (ou ainda maior).
E dieta, o que é? No sentido exato do termo, é tudo o que comemos, no dia-a-dia, independentemente de ganharmos, mantermos ou perdermos peso. Para o leigo, no entanto, dieta e regime têm o mesmo significado. Sendo assim, regimes e “dietas” (no sentido popular) não funcionam! Claro, muitos dos regimes e “dietas” da moda (e há tantas) fazem emagrecer. Por quê? Pelo simples fato de que, ao resolver emagrecer, você presta atenção no que come e come menos.
Pode ser a dieta do abacaxi, da lua, do tipo sangüíneo, das proteínas, das gorduras, da sopa e inúmeras outras variações estapafúrdias que, na maior parte das vezes, não têm nenhuma consistência científica e nenhum bom senso. Mas fazem emagrecer — no curto prazo.
Não basta, no entanto, emagrecer. É necessário que se consiga conservar o novo peso. E, para isso, é preciso que você abandone a idéia de regimes e de “dietas” radicais e aprenda a comer (comendo gostoso, de tudo e respeitando seu cotidiano).
Há que ter motivação, persistência e conscientização de que manter-se com um peso adequado é uma luta por toda a vida. Voltarei ao assunto.
Fonte: Revista Saúde – Editora Abril.
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Hoje em busca de alguns quilos a menos muitas pessoas recorrem ao mais diversificados métodos de emagrecimento, em que podemos incluir compostos naturais, chás, severas restrições calóricas etc.
Esses métodos trazem resultados, mas não promovem um emagrecimento saudável, pois assim que se abandona qualquer um desses recursos, sejam as cápsulas ou chás e retornam à sua alimentação normal voltam a ganhar os quilos que perderam e ainda alguns a mais. Esse ciclo, chamado de "efeito ioiô ou o engorda-emagrece", é muito prejudical à saúde, pois interfere drasticamente em nosso metabolismo.
O que muita gente não sabe é que, para emagrecer, é preciso comer! O ideal para que se consiga emagrecer é alterar nosso comportamento frente à nossa alimentação. Avaliar o que comemos e buscar métodos saudáveis de emagrecimento, como,por exemplo uma reeducação alimentar, que promove uma alimentação saudável e equilibrada, sem qualquer contra-indicação.
A constatação é que o acompanhamento comportamental com orientações nutricionais e incentivo à atividade física constituem a melhor indicação para a prevenção e controle da obesidade.
Vale lembrar aqui que "atividade física" não significa necessariamente malhar em academia. Qualquer movimento físico gasta energia. Andar, subir escadas, trocar canais de TV ao invés de usar controle remoto etc. Tudo isso gasta energia. Para se ter uma idéia, cerca de 70% do total ingerido é gasto no metabolismo basal, ou seja, para manter as atividades mínimas necessárias à vida.
O fato é que é cada vez mais crescente o número de pessoa ávidas por emagrecer. Naturalmente cresce o número de pessoas interessadas neste "mercado", oferecendo soluções milagrosas, que prometem emagrecimento rápido e sem esforço, dois aspectos que invariavelmente podem prejudicar a saúde. Nasce assim a "Indústria do Emagrecimento", oferecendo tratamentos alternativos como remédios à base de ervas, cremes, cintas emagrecedoras e por aí vai.
Uma das características comuns a todos esses tratamentos alternativos é que os indivíduos que querem propagar seu uso não apresentam uma única evidência científica de que funcionam. Há uma recusa sistemática em apresentar um teste sério, realizado por um centro conceituado no assunto. Outra característica é que não há um profissional de medicina para atestar sua eficiência.
Em resumo, devemos lembrar que obesidade é doença e deve assim ser encarada. Há uma série de remédios que comprovadamente auxiliam o tratamento, mas devem ser prescritos por um especialista e a reeducacão alimentar, seguida da mudança de hábitos é fundamental.
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é mais nociva do que o cigarro e a bebida alcoólica, dois outros grande vilões da saúde. Atualmente, ela atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, sendo que outros 750 milhões estão acima do peso.
No Brasil, 40% da população encontram-se nessa situação.
A obesidade provoca, contribui para o aparecimento ou agrava diversas doenças. Entre elas estão: diabetes mellitus, hipertensão arterial, doenças coronarianas (angina e infarto) e acidente vascular cerebral (derrame). As estatísticas mostram que uma pessoa acima do peso corre o dobro do risco de adoecer, em comparação com alguém que se mantém em sua faixa de peso ideal. A taxa de mortalidade também aumenta com o grau de obesidade. Para ter uma idéia, cerca de 80% dos diabéticos são obesos, o que demonstra uma forte correlação entre as duas doenças. Segundo a OMS, 64% dos casos atuais em homens e 74% em mulheres poderiam ser evitados se a obesidade tivesse sido controlada.
A receita é simples: mudança gradual de hábitos. Não é de uma hora para outra que mudamos nossas atitudes. Mas as doenças também não aparecem de repente.
Comece hoje mesmo o Emagrecendo, em poucos dias você já verá resultados e tudo vai ficar mais fácil!
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Elas já foram taxadas de vilãs, mas hoje sabemos que não são de todo ruins, desde que consumidas com critério. As gorduras, também chamadas de lipídios, são nutrientes muito importantes para o organismo, porque possuem ácidos graxos essenciais e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K).
As gorduras encontradas naturalmente nos alimentos são classificadas em:
Saturadas: normalmente sólidas à temperatura ambiente, são aquelas encontradas nos produtos de origem animal e na gordura do coco. Provocam a elevação dos níveis de colesterol no sangue e se fixam nas paredes arteriais, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.
Insaturadas (mono e poli): líquidas à temperatura ambiente, têm papel fundamental na redução do colesterol total, principalmente o LDL (ruim), e na elevação do bom, o HDL. Os peixes são ricos em gorduras poliinsaturadas e os óleos vegetais em monoinsaturadas.
A Organização Mundial da Saúde orienta que todos esses dois grupos de lipídios estejam presentes na dieta em quantidades adequadas e com moderação. Para proteger o organismo de doenças cardiovasculares, contudo, vale a pena procurar substituir as gorduras saturadas pelas insaturadas.
Além dos grupos descritos acima, há ainda um outro tipo de gordura, produzido industrialmente: a gordura trans. Obtida a partir de óleos vegetais, por meio de um processo químico denominado hidrogenação, apresenta consistência sólida mesmo em temperatura ambiente. Mais nociva que a saturada, eleva o LDL e diminui o HDL.
Entre as gorduras saturadas vale a pena ressaltar a inclusão de um tipo diferente: a gordura trans.
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Confira se estas orientações fazem parte de seus hábitos e lembre-se: ao menor sinal problemas digestivos, procure um especialista.
Não são poucas as pessoas que se queixam de mal-estar, "queimação no estômago" e coisas do gênero. Quem sofre com esse tipo de problema acaba perdendo um pouco do prazer que proporciona uma boa refeição. Isso sem falar que, se você está se sentindo mal durante a digestão é porque algo não está funcionado bem no seu organismo.
A Federação Brasileira de Gastroenterologia lista dez dicas para você ter uma boa digestão.
Confira, siga e aprenda a comer direito.
• Nunca tome medicamento sem orientação médica
O mercado farmacêutico oferece uma série de remédios que combatem os sintomas de uma má digestão. Isso pode "mascarar" os problemas e retardar o diagnóstico de doenças mais graves, até câncer.
Cuidado com os remédios para dor, os antigripais e outros à base de ácido acetilsalicílico, além dos antiinflamatórios, principalmente aqueles conhecidos como não-específicos. Eles são uma das principais causas de problemas digestivos.
• Bom senso na hora de comer
Ninguém melhor que você para saber os alimentos que lhe fazem mal. A principal regra é evitar aquilo que você sabe que não lhe "cai" bem e dar preferência aos alimentos que não costumam produzir sintomas.
Você não precisa passar fome para fazer uma dieta, mas também não deve comer até estufar. O segredo é comer certo e numa quantidade razoável. A cultura popular já prega: "Tudo demais é veneno".
• Refeições nos horários e ambiente corretos
Apesar do corre-corre, reserve um pouco de tempo na agenda para comer com calma. Faça suas refeições (café, almoço e jantar) nos horários corretos, em ambiente calmo e mastigando bem os alimentos.
• Não fique muito tempo em jejum
Se você sabe que vai ficar mais de quatro horas sem comer, faça um lanchinho leve. Uma frutinha ou uma barra de cereais (rica em fibras) à tarde sempre vai bem.
• O cochilo depois do almoço está vetado
Deitar depois das refeições é a pior coisa que você pode fazer. Você deve guardar um intervalo de, no mínimo, 90 minutos entre a última refeição e o sono.
Isso vale para a dormidinha depois do almoço e para quem vai dormir logo após o jantar.
• Frutas, verduras e legumes sempre fazem bem
Dê preferência a esses alimentos em vez daqueles gordurosos ou muito condimentados (principalmente com excesso de alho, cebola, pimentão e afins). Se você é relutante em aderir a esses gêneros, experimente prepará-los de forma criativa. A arte da culinária está aí para isso.
• Lados bom e ruim do leite
O leite alivia a sensação de queimação em algumas pessoas, mas, por conter muito cálcio e proteínas que estimulam a secreção ácida do estômago, é recomendado apenas um copo, uma a duas vezes ao dia, de preferência à noite. Procure evitar aquele "leitinho antes de dormir".
• Cigarro, nem pensar
O fumo está relacionado a problemas que podem acontecer com seu estômago, como, por exemplo, retardar a cicatrização da úlcera, além de provocar azia.
• Atenção para as bebidas alcoólicas
Bebidas alcoólicas devem ser tomadas com moderação e nunca em jejum. Dê uma "forrada" no estômago antes de consumir qualquer bebida. Refrigerantes e gasosos em geral também devem ser tomados com moderação, pois o gás distende a parede do estômago, provocando aquela sensação de estufamento e estimulando também a secreção ácida.
• O cafezinho depois do almoço
O hábito do cafezinho depois do almoço e do jantar está liberado. O que não pode é "tomar um dedinho de café" o tempo todo. Atenção: o que vale para o café (mesmo o descafeinado) vale também para a maioria dos chás. Os melhores são os de erva-doce e camomila.
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GH hormonio do crescimento
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Qual o papel do GH em nosso organismo?
O GH (Growth Hormone ou, em português, Hormônio de Crescimento) é uma substância produzida a glândula hipófise, que fica no crânio, e que, além de produzir crescimento exerce uma série de outras ações no organismo. Entre estas ações destacamos o papel do GH na composição corpórea: ele atua diminuindo a gordura e aumentando os músculos.
Tendo em vista estas ações, muitas academias de ginásticas e muitos médicos charlatões estão prescrevendo o GH para pessoas normais, que não têm deficiência deste hormônio e que não necessitam, portanto, dele.
Por outro lado, se for administrado GH em excesso (e isto por vezes é feito) na tentativa de aumentar mais a massa muscular, há risco de doenças como problemas no coração, nos ossos, Diabetes Mellitus, cânceres etc.
Por outro lado, condições como o envelhecimento estão associadas a quedas nos níveis de GH e realmente algumas pessoas com mais de 50 anos podem se beneficiar do uso do hormônio, desde que cautelosamente selecionadas por um médico com experiência no assunto.
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Para perder peso, o negócio é contar
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Conte as calorias. Ou pontos. Ou carboidratos. Ou gramas de gordura. Ou seus passos. O importante é contar alguma coisa. E manter um registro diário de tudo o que você come, para depois fazer os devidos cálculos.
Essas são recomendações de especialistas em nutrição que trabalham com pessoas que estão tentando perder seu sobrepeso. Seguem algumas dicas para perder os quilos que sobram, de maneira bem eficiente.
Use a matemática para perder esses quilos excessivos. Descobrir quantas calorias você precisa perder por dia é algo que depende do seu tamanho, do nível de atividade e de outros fatores.
Há vários truques para manter uma dieta que é relativamente baixa em calorias. Os alimentos que você consome devem ser ricos em vitaminas e minerais para que seu corpo receba todos os nutrientes de que precisa. Saber negociar com as calorias também é importante. Considere o seguinte: uma colher de sopa de manteiga equivale a uma xícara de melão.
Também é importante ter umas folgas de vez em quando, segundo Bonnie Jortberg. "Fazer a dieta não significa abrir mão do prazer. Significa mudar seu estilo de vida garantindo que seus alimentos prediletos também façam parte de um novo plano de alimentação, mais saudável."
Especialistas recomendam que as pessoas em dieta mantenham por vários dias um diário onde escrevam o que estão comendo. Desse modo, poderão descobrir quantas calorias estão consumindo e quais porções e alimentos precisam ser ajustados.
Consumo de calorias deve ser visto como o uso de cheques: tudo precisa ser anotado!
Os experts também recomendam a adoção de uma tabela diária indicando o quanto podem consumir, por todo o período de perda de peso e às vezes até na etapa posterior. Vários estudos, inclusive um trabalho divulgado em junho, mostraram que se perde mais peso dessa forma.
"Em nosso programa, as pessoas que mantém essas tabelas são mais bem-sucedidas que as outras", diz Jortberg. Muita gente consome muitos alimentos inconscientemente, afirma a especialista. "Se elas encarassem uma tabela honesta contendo o que realmente consomem, ficariam surpresas. Elas comem na mesa de trabalho, enquanto dirigem e enquanto assistem à televisão".
"E as pessoas também subestimam o tamanho das porções que digerem. Acham que estão comendo meia xícara, quando na verdade consomem três porções, sem perceber", analisa Bonnie Jortberg.
Robyn Flipse, nutricionista registrado na cidade de Ocean, no estado de Nova Jersey, que atendeu centenas de pessoas nos últimos 30 anos, tem o hábito de pedir aos clientes que mantenham uma tabela diária de tudo o que comem e bebem, e que calculem as calorias consumidas na semana.
"É como num talão de cheques", diz Robyn, autora de um livro sobre nutrição e adolescência."Se você faz um cheque ou um depósito, você sempre deve escrever os valores no canhoto -não apenas quando é conveniente, ou se você tem uma caneta a mão ou se está a fim. Se você não escreve os valores, terá um resultado desastroso na conta. O mesmo vale para a sua dieta."
Fonte: USA Today - Artigo escrito por Nancy Hellmich com tradução de Marcelo Godoy
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Os adoçantes representam uma boa opção para reduzir as calorias de um simples café até uma sobremesa caprichada. Mas será que esses produtos, que nos permitem algumas extravagâncias, podem ser consumidas sem culpa nenhuma?
A principal vantagem dessas substâncias é serem menos calóricas , mas devem ser consumidas com moderação e proibidas a gestantes, nutrizes e crianças, a não ser com ordem médica. Aqui você vai encontrar alguns exemplos, dos mais tradicionais:
Frutose:
Provém das frutas, mel e vegetais. Adoça uma vez e meia a mais e não provoca cáries como outros açúcares.
Esteviosideo:
Adoçante natural proveniente da folha Stevia Rebaudiana, uma planta muito consumida pelos índios brasileiros. Isento de calorias, é 300 vezes mais doce que o açúcar.
Climato de sódio:
Adoçante artificial, com caloria zero, 35 vezes mais doce do que o açúcar. Por ser mais estável que o aspartame e a sacarina, pode ser levado a altas temperaturas, o que permite seu uso em vários pratos. Em contra partida, deixa um sabor residual, amargo e seu uso gera controvérsias por ser suspeito de causar câncer. Nada foi comprovado até hoje, mas convém usá-lo com parcimônia.
Sacarina:
Assim como o ciclamato, são substâncias totalmente químicas, que o organismo não elimina. Adoça 600 vezes mais que o açúcar e não possui calorias. Deve ser utilizado, também, com critério.
Asparteme:
Produzido a partir da combinação química de dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina, associados ao metanol. Embora tenha o mesmo valor calórico do açúcar (4cal/g), adoça 200 vezes mais que o mesmo. Não deixa gosto amargo, nem provoca cáries, mas sua composição impede que seja submetido a altas temperaturas, por perder o poder adoçante.
Sucarose:
Produzido através de uma modificação da sacarose, mantém o mesmo sabor do açúcar, mas sem calorias. Não provoca cáries e pode ser levada à altas temperaturas.
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Os alimentos são constituídos por dois grupos de nutrientes: os macronutrientes, que são os carboidratos, as proteínas e as gorduras; e os micronutrientes, ou vitaminas, minerais, água e fibras. O primeiro grupo é o responsável pelo valor calórico dos alimentos.
Os carboidratos são substâncias energéticas que, em sua maioria, podem ser convertidos em glicose – o principal combustível do organismo. São encontrados em pães, cereais, biscoitos, frutas, massas e tubérculos. Cada 1 grama de carboidratos fornece 4 kcal ao organismo.
As proteínas são moléculas essenciais para o funcionamento dos organismos vivos. Formadas por uma cadeia de aminoácidos, elas regulam a concentração muscular, a produção de anticorpos, a dilatação e contração dos vasos sangüíneos, importante no processo de regulagem da pressão arterial, entre outras funções. Presente em carnes, ovos, leite e derivados (proteína animal) e em vegetais como feijões, lentilha, grão-de-bico (proteína vegetal), esse nutriente contém 4 kcal por grama.
As gorduras, grupo ao qual pertencem as gorduras animais e os óleos vegetais, são o nutriente mais calórico de todos: cada 1 grama possui 9 kcal. Por isso, devem ser consumidas com moderação, principalmente as de origem animal. Mas elas têm um papel importante na alimentação, pois fornecem ácidos graxos essenciais para o organismo e são precursoras de importantes vitaminas.
Os micronutrientes, que não fornecem energia, têm outro tipo de importância para o organismo:
- Vitaminas e minerais: chamados de elementos reguladores, têm papel ativo na digestão, circulação sangüínea, funcionamento intestinal e sistema imunológico. Podem ser encontrados nas frutas, verduras e legumes.
- Água: fundamental para o organismo, tem papel ativo na digestão, absorção de nutrientes, circulação e excreção.
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Não são poucas as pessoas que se queixam de mal-estar, "queimação no estômago" e coisas do gênero. Quem sofre com esse tipo de problema acaba perdendo um pouco do prazer que proporciona uma boa refeição. Isso sem falar que, se você está se sentindo mal durante a digestão é porque algo não está funcionado bem no seu organismo.
A Federação Brasileira de Gastroenterologia lista dez dicas para você ter uma boa digestão.
Confira, siga e aprenda a comer direito.
• Nunca tome medicamento sem orientação médica
O mercado farmacêutico oferece uma série de remédios que combatem os sintomas de uma má digestão. Isso pode "mascarar" os problemas e retardar o diagnóstico de doenças mais graves, até câncer.
Cuidado com os remédios para dor, os antigripais e outros à base de ácido acetilsalicílico, além dos antiinflamatórios, principalmente aqueles conhecidos como não-específicos. Eles são uma das principais causas de problemas digestivos.
• Bom senso na hora de comer
Ninguém melhor que você para saber os alimentos que lhe fazem mal. A principal regra é evitar aquilo que você sabe que não lhe "cai" bem e dar preferência aos alimentos que não costumam produzir sintomas.
Você não precisa passar fome para fazer uma dieta, mas também não deve comer até estufar. O segredo é comer certo e numa quantidade razoável. A cultura popular já prega: "Tudo demais é veneno".
• Refeições nos horários e ambiente corretos
Apesar do corre-corre, reserve um pouco de tempo na agenda para comer com calma. Faça suas refeições (café, almoço e jantar) nos horários corretos, em ambiente calmo e mastigando bem os alimentos.
• Não fique muito tempo em jejum
Se você sabe que vai ficar mais de quatro horas sem comer, faça um lanchinho leve. Uma frutinha ou uma barra de cereais (rica em fibras) à tarde sempre vai bem.
• O cochilo depois do almoço está vetado
Deitar depois das refeições é a pior coisa que você pode fazer. Você deve guardar um intervalo de, no mínimo, 90 minutos entre a última refeição e o sono.
Isso vale para a dormidinha depois do almoço e para quem vai dormir logo após o jantar.
• Frutas, verduras e legumes sempre fazem bem
Dê preferência a esses alimentos em vez daqueles gordurosos ou muito condimentados (principalmente com excesso de alho, cebola, pimentão e afins). Se você é relutante em aderir a esses gêneros, experimente prepará-los de forma criativa. A arte da culinária está aí para isso.
• Lados bom e ruim do leite
O leite alivia a sensação de queimação em algumas pessoas, mas, por conter muito cálcio e proteínas que estimulam a secreção ácida do estômago, é recomendado apenas um copo, uma a duas vezes ao dia, de preferência à noite. Procure evitar aquele "leitinho antes de dormir".
• Cigarro, nem pensar
O fumo está relacionado a problemas que podem acontecer com seu estômago, como, por exemplo, retardar a cicatrização da úlcera, além de provocar azia.
• Atenção para as bebidas alcoólicas
Bebidas alcoólicas devem ser tomadas com moderação e nunca em jejum. Dê uma "forrada" no estômago antes de consumir qualquer bebida. Refrigerantes e gasosos em geral também devem ser tomados com moderação, pois o gás distende a parede do estômago, provocando aquela sensação de estufamento e estimulando também a secreção ácida.
• O cafezinho depois do almoço
O hábito do cafezinho depois do almoço e do jantar está liberado. O que não pode é "tomar um dedinho de café" o tempo todo. Atenção: o que vale para o café (mesmo o descafeinado) vale também para a maioria dos chás. Os melhores são os de erva-doce e camomila.
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Eliminar a gordura que a dieta sozinha em geral não leva embora e que fica localizada em regiões como culote, abdômen, joelho e cintura. Esse é o grande apelo da lipoaspiração, técnica que consiste em introduzir uma finíssima cânula e aspirar a gordura do local.
O procedimento pode ser feito com anestesia local, peridural ou geral e a recuperação é simples: o paciente volta às suas atividades em um período de três a dez dias. No pós-operatório, os pacientes costumam sentir um pouco de dor. Além disso, a região fica inchada por alguns dias, razão pela qual muitas pessoas preferem fazer a cirurgia no inverno.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recomenda que a quantidade de gordura retirada não ultrapasse 5% do peso da pessoa. É importante ressaltar, no entanto, que nem todos estão em condições de se submeter a esse tipo de cirurgia. Para que o resultado da lipoaspiração seja satisfatório, é melhor que o indivíduo esteja próximo de seu peso ideal ou pouca coisa acima dele. Pessoas obesas devem primeiro fazer uma dieta para perder peso e só depois se submeter à lipoaspiração.
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Também chamados de hidratos de carbono, glicídios ou açúcares, os carboidratos são a fonte de energia para todas as células do nosso corpo. Eles são divididos em dois tipos: simples e complexos.
Os carboidratos simples são os monossacarídeos, formados por um só tipo de açúcar, como a glicose, a frutose e a galactose, e os dissacarídeos, constituídos por dois tipos de açúcar, como a lactose (glicose + galactose) e a sacarose (glicose + frutose). Os carboidratos simples têm gosto adocicado. As principais fontes são mel, leite, frutas, açúcar (de cana e beterraba) e doces em geral.
Já os carboidratos complexos, também chamados de polissacarídeos, são formados pela combinação de vários tipos de açúcar e não apresentam sabor doce. Para ser aproveitados pelo organismo, são quebrados pelas enzimas digestivas no intestino e reabsorvidos como monossacarídeos. Os carboidratos compostos encontram-se nos cereais (arroz, aveia, milho, trigo), nas farinhas e produtos relacionados (pães, biscoitos, massas, macarrão), na batata, no cará, na mandioca e no inhame.
A função dos carboidratos é essencialmente fornecer energia. O excesso de açúcar fica guardado no fígado em forma de glicogênio. Se a dieta é insuficiente ou a pessoa precisa de energia para alguma atividade, essa reserva é mobilizada. Caso contrário, o acúmulo se transformará em gordura.
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